Ex-jogador de Palmeiras e Flamengo acredita que o Pibe não desistirá do comando da Argentina por ter perdido a Copa do Mundo da África do Sul

O ex-jogador Mancuso, auxiliar de Maradona no comando da seleção argentina, não acredita que o maior ídolo do país desista de comandar a equipe após a perda da Copa do Mundo de 2010. Segundo ele, desistir após uma derrota não é do temperamento de Maradona.
- Conhecendo Diego como conheço, acho muito difícil que ele queira deixar o cargo após não conseguir o objetivo de ser campeão mundial. Não podemos jogar por terra tudo de bom que fizemos. Crescemos muito como grupo, conhecemos os jogadores e a forma como eles reagem às situações adversas. Se ele tomar a decisão de deixar a seleção, é preciso que se trabalhe agora mesmo continuar o que foi feito. O presidente Julio Grondona esteve no vestiário após a derrota, falou com Diego e teve uma atitude de total apoio em um momento tão difícil - disse, em entrevista à Rádio del Plata e ao canal TyC Sports.
Mancuso também analisou a partida em que a Argentina foi derrotada por 4 a 0 pela Alemanha, e destacou a importância do primeiro gol alemão, logo a três minutos de jogo.
- A empolgação do grupo era normal e lógica pelo momento pelo qual vínhamos passando e como víamos os jogadores. Estávamos muito motivados. Perdemos uma partida que não esperávamos, na qual sofremos um gol logo após o seu início. Ficamos arrasados, não esperávamos um resultado como aquele. Agora, com a cabeça fria, nossa função é analisar muitas coisas e ver onde erramos e onde acertamos. Quisemos continuar com a mesma escalação do amistoso de 3 de março contra a Alemanha para tentar aproveitar o momento dos jogadores. Vimos os jogos da Alemanha, revimos o amistoso em Munique, analisamos tudo e tratamos de tomar as precauções contra a presença de Podolski pela direita escalando Otamendi por aquele setor, por exemplo. Não improvisamos nada, mas quando se sofre um gol aos três minutos tudo vai por água abaixo.
Perguntado a razão pela qual as substituições demoraram para ser feitas, Mancuso explicou que Maradona optou por esperar e ver a reação dos atletas.
- Não queríamos fazer uma substituição apressada. Vimos que nos últimos minutos do primeiro tempo o time começou a gostar do jogo, e não quisemos interferir, porque vimos uma melhora. O segundo tempo começou e continuamos esperando, porque a melhora prosseguiu. A Alemanha estava desorientada, perdia a bola facilmente. Parecia que íamos fazer o gol, e apostamos em não mudar o time.
Mancuso garante que apoiará a decisão de Maradona, seja ela qual for. Diferentemente do Pibe, Mancuso deu a entender que deseja continuar com a seleção e recomeçar o trabalho imediatamente.
- Vamos dar todo apoio à decisão que Diego tomar nos próximos dias. Já dissemos a ele o que pensamos. Há muito o que melhorar, e muitas coisas que foram muito bem feitas. Temos que continuar melhorando, reafirmar o que foi bem feito e seguir adiante. Temos que dar-lhe os dias de que precisa para se decidir, mas o trabalho tem que ser feito de forma imediata. Sou favorável a projetos de longo prazo. A Argentina tem um potencial incrível, basta dar continuidade ao que deu certo e corrigir os erros. Não tivemos um problema sequer de convivência, tudo esteve perfeito neste sentido - finalizou.
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